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Blog da Futuro Comunicação
Futuro Indica: Comunicadores do futuro e a comunicação do passado // 04.03.2010
Com a autoria de Fábio Betti Salgado, o artigo fala sobre as mudanças nas formas de se fazer e conceber a Comunicação empresarial. Entre as perspectivas ele aponta o avanço das tecnologias da comunicação, as redes sociais e os perfis profissionais mais cotados na atualidade. Confira o artigo: Os jovens profissionais conhecidos como “Millenials” – indivíduos nascidos entre 1979 e 1994 – já se constituem no grupo mais difícil de ser gerenciado nas organizações. Segundo estudo realizado em 2009 pelo consultor em desenvolvimento humano e professor da FGV, Marcelo Pinheiro, os Millenials são coerentes com a pressão contemporânea por rapidez que permeia a sociedade e as organizações: querem galgar posições hierárquicas rapidamente, ainda que possam não estar preparados para tal; 66% deles acreditam que o tempo ideal de permanência em uma organização seja entre 2 e 5 anos, 12% apontaram entre 1 ano e menos, e apenas 12% manifestaram o interesse em fazer carreira em uma única empresa. Quando se observa a maneira como esse público se comunica – e agora esta é uma observação pessoal - , o quadro fica um pouco mais claro. Já nascidos na era do computador pessoal, seu mundo de relacionamentos é construído e, não raras vezes, sustentado quase que 100% via Internet, onde a palavra-chave é popularidade. No Twitter, por exemplo, fenômeno que, no Brasil, já começa a ser comparado ao Orkut, o sucesso é medido pelo número de amigos, que podem ser “conquistados” quando o usuário cadastra o seu perfil em sites que automatizam a entrada de novos seguidores. Assim, um jovem com uma função, digamos, humilde em uma organização, pode ter facilmente mais de 20 mil seguidores no Twitter, o que lhe confere um alto grau de importância no mundo das redes sociais. Só que no Twitter, o que importa é falar e não ouvir, regra que parece ser levada a sério pela maioria, o que torna a comunicação, muitas vezes, impraticável. Por outro lado, o diálogo, conceituado por David Bohm como um fluir livre e contínuo de idéias e opiniões, só se realiza verdadeiramente na presença de seus interlocutores e de seus sentidos – algo que já foi exaustivamente experimentado pela humanidade na era primitiva, com as redes de conversações que, segundo alguns pensadores, é o que nos distingue de outros animais, e continua sendo experimentada por todos nós, em nossos primeiros anos de vida, quando aprendemos a dialogar empregando todos os nossos sentidos. Mesmo que seja pouco praticado atualmente, o diálogo é parte de nosso DNA e, como uma habilidade esquecida, precisa ser acordado para que possa novamente ajudar a nos relacionarmos uns com os outros.
Veja o texto completo clicando aqui. (Fonte: aberje.com.br)
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